quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Qualificação EURO 2013 (Sub-21) | Portugal 1-1 Polónia



Esta noite, a selecção portuguesa de Sub-21 não foi além de um empate a uma bola frente à Polónia, num jogo disputado em Rio Maior.


Eis a constituição das equipas:

Portugal (Sub-21)



Confesso que já há muito tempo não via um jogo dos Sub-21, talvez desde o EURO 2006 em Portugal. No entanto, vi alguns jogos do Mundial Sub-20 do presente ano e fico contente por saber que há alguns vice-campeões do Mundo entre os convocados, especialmente Mika, Cédric, Mário Rui e Saná. Em relação às equipas que participaram nos campeonatos europeus de 2002, 2004 e 2006, actualmente os jogadores da selecção de esperanças não são titulares nas principais equipas de Portugal. Lembro-me de ver Quaresma, Ronaldo, Hugo Viana, Miguel Garcia, Lourenço, Moutinho, Veloso e Custódio a serem presença assídua nos Sub-21 enquanto tinham destaque no Sporting, assim como outros jogadores como Moreira, Raúl Meireles, Jorge Ribeiro, Caneira e Bosingwa, por exemplo, em outros clubes. Actualmente isso pouco acontece, dos titulares desta noite, os jogadores com relações aos grandes de Portugal ou são habituais não convocados (ex: Mika e André Martins) ou estão emprestados (ex: Wilson Eduardo, Cédric e Pedro Mendes). Nota-se um progresso negativo que tem como principais causas o excessivo número de estrangeiros nos grandes clubes (ainda que compreenda, já que traz maior competitividade) mas especialmente o término das equipas B, um conceito que espero que regresse em força na próxima temporada.
Mas tenho esperança quanto a um futuro melhor, estão aqui vice-campeões do Mundo de Sub-20 e Rui Jorge tem conseguido resultados muito positivos.


Polónia (Sub-21)



Quanto a esta selecção polaca, é total desconhecida para mim.


O jogo começou muito dividido, Portugal foi dando o “sinal +” mas essencialmente as equipas estavam a tentar encaixar ainda uma na outra, no entanto, a equipa das quinas chegou ao golo logo aos 9’, através de um livre de Josué do lado direito que encontrou na área a cabeça de Pedro Mendes, estava feito o 1-0.

Quatro minutos depois, oportunidade para ampliar a vantagem, após boa jogada individual de Saná no meio-campo, este assiste Wilson Eduardo que teve um bom movimento fugindo aos defesas polacos, mas acabou rematando ao lado.

O jogo foi passando e os polacos foram revelando interesse em chegar ao empate, aproximando-se muito mais da baliza de Mika, embora, até a essa altura, sem criar situações de perigo evidente.

Aos 32’, nova oportunidade para Portugal, com André Martins a cabecear à trave após cruzamento na esquerda por Mário Rui.

Como quem não marca arrisca-se a sofrer, três minutos depois a Polónia marcou mesmo, após um cruzamento no lado direito, a bola sobra para Kucharczyk, que sozinho à entrada da área, não perdoou e fez o 1-1.

Perto do intervalo, Portugal volta a ter uma grande oportunidade. Wilson Eduardo surge isolado após um mau passe de um jogador polaco, no entanto, é derrubado à entrada da área pelo guardião Filip Kurto. O árbitro assinala grande penalidade e expulsa o guarda-redes da Polónia, no entanto, na conversão, o avançado do Olhanense atirou ao poste e assim terminou a primeira parte.


Foram 45 minutos sem grande espectáculo técnico, com duas equipas que pela distribuição dos seus jogadores no terreno actuavam com jogadores muito perto dos seus marcadores e por isso foram frequentes as perdas da bola, poucos passes seguidos e faltas. E se os portugueses ainda tentavam dar um ar da sua graça fruto da sua superioridade técnica, tentando trocar a bola, os polacos respondiam com dureza, com algumas faltas de cariz violento. Houve também muitas situações de parte a parte em que foi visível a falta de maturidade e entrosamento entre os jogadores, algo habitual em selecções jovens.

Na segunda parte, Portugal intensificou a pressão, aumentou a posse de bola, foi trocando o esférico muito mais perto da área da Polónia e fez uso da sua superioridade numérica para aumentar a sua capacidade ofensiva, ao mesmo tempo que mantinha o número de homens no sector defensivo.
Dado o tipo de jogo que se estava a ver, em que só dava Portugal, Rui Jorge resolveu alterar o seu 4-4-2 losango com os avançados muito abertos (com Rui Fonte a aparecer muitas vezes no lado direito para cruzar e Wilson Eduardo na esquerda para as diagonais) para um 4-3-3, fazendo entrar Nélson Oliveira para a saída de Saná.
Com esta alteração, Nélson Oliveira, Rui Fonte e Wilson Eduardo formaram o trio de ataque, alterando muitas vezes o seu posicionamento, começando primeiro o avançado do Olhanense na direita, o do Benfica na esquerda e o do Espanhol no meio, mas variando muitas vezes ao longo da segunda parte, com o intuito de tentar todas as soluções possíveis mas também de confundir a defesa polaca.
Wilson acusou desgaste e foi substituído por Diogo Viana, e André Martins por David Simão, no entanto, mesmo com todas estas alterações, o esforço exercido pelos jogadores, ora por jogadas a partir de diagonais, cruzamentos, tentativas de furar pelo meio e bolas paradas, o 2-1 não foi conseguido e a selecção portuguesa até apanhou um grande susto a aos 79’ quando Kupisz surgiu com espaço isolado perante Mika, no entanto, não conseguiu ultrapassar o guarda-redes português e acabou por rematar ao lado.

Terminou então com um empate este jogo onde se exigiam os três pontos à equipa das quinas, pois todos os jogos em casa são para vencer obrigatoriamente, sobretudo quando se trata de um potencial adversário directo como a Polónia.


A equipa portuguesa mostrou qualidade técnica e muito esforço e vontade sobretudo na segunda parte, embora faltasse maturidade e entrosamento como é normal neste tipo de situações.
Mika foi sempre muito seguro e foi fundamental a dificultar a acção de Kupisz quando este teve próximo de desempatar o jogo quando este caminhava para o final.
A defesa esteve sólida à excepção do golo sofrido e do tal susto aos 79’, no entanto, os centrais mostraram muita capacidade, tanto defensiva como ofensiva, como se viu pelo golo de Pedro Mendes. Estamos bem servidos nesse posto, até porque ainda há Roderick e Nuno Reis que foram os titulares no Mundial de Sub-20.
Os laterais envolveram-se bem no jogo ofensivo e também defenderam bem, estando Cédric alguns furos acima de Mário Rui.
No meio-campo, houve pouco espaço para os portugueses brilharem, pois tiveram de fazer um jogo de muita luta e em que a sua capacidade técnica não foi muito evidente, no entanto, destaco uma arrancada de Saná a meio da primeira parte, colocando a bola para Wilson Eduardo que atirou ao lado e o pé esquerdo de Josué muito utilizado nas bolas paradas.
Wilson, Rui Fonte e Nélson Oliveira estiveram muito empenhados em marcar, mas não o conseguiram, mas pela qualidade que têm, certamente que noutro jogo conseguirão facturar, como têm feito recentemente nas selecções jovens.

Quanto à selecção polaca, utilizou as suas armas. Procurou o golo quando esteve em desvantagem e assim que reduzido a dez elementos tentou fechar ao máximo para aguentar o empate. Pouco conhecia desta equipa e dada a pouca popularidade e dificuldade de pronúncia do nome dos seus jogadores, pouco melhor fiquei esclarecido, apenas posso dizer que não é superior a Portugal e que tem um estilo de jogo demasiado agressivo, chegando mesmo a atingir um nível violento.

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